TOLERÂNCIA

Ouvimos muito esta frase:

- Tolerância zero! E que assim se traduz:

- Não vou mais contemporizar, vou partir para o confronto!

Logo pensamos em falta de paciência! Mas vamos tratar da falta de paciência em uma outra oportunidade, pois hoje trataremos da TOLERÂNCIA!

Não pretendemos aqui elaborar um tratado sobre a tolerância, ou da intolerância, que não respeita as diferenças humanas, sejam étnicas, culturais, religiosas, etc.

Vamos conversar sobre o dia a dia, sobre a aquela habilidade que devemos ter ou desenvolver para ter um dia feliz junto às outras pessoas, especialmente aquelas que estão perto e que nos são caras!

Vamos conversar sobre o jogo de cintura, aquele jeitinho que temos que ter para aturar o outro, sem nos anular, mas compreendendo os seus porquês, as suas mazelas, o seu, às vezes terrível, mau-humor, ou seja, respeitando no outro o direito a ter opinião diferente e de manifestá-la.

Melhor explicando: tendemos a ser compreensivo com os desvios de nosso comportamento e insensíveis com o desvio dos outros: não lhes damos o tempo necessário para mudar. Abandonar um mau hábito e atuar de modo completamente oposto é uma tarefa que exige esforço e pode durar muito tempo. Mas, quanto aos outros, exigimos que tudo ocorra no mesmo instante, esquecendo que as coisas têm seu ritmo natural.

Então pessoal, vamos treinar aquele joguinho de cintura e dar oportunidade e tempo a você e ao outro de mudar... Vamos ser mais tolerantes... Mas cuidado, pois excesso de tolerância pode levar a perda de noção de limite e conversaremos sobre limites em outra ocasião, aguardem.

  © O textos contidos neste site são de autoria de Nanci Nicolau e pode ser usado desde que citada a fonte.

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