CARNAVAL & AIDS
Pois é, o ano de 2007 mal se iniciou e uma de nossas mais bonitas
e alegres festas, o Carnaval, começa a ser divulgada. Com ele também
começam as campanhas de prevenção contra as doenças
infecto-contagiosas, principalmente aquelas que são transmitidas
por contato sexual.
Dando uma espiadinha no site do Dr. Drauzio Varella achei estas informações
que valem a pena serem reeditadas, como diz o ditado – “O
Seguro morreu de velho”.
Aids
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é
uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus HIV (Human
Immunodeficiency Virus), que leva à perda progressiva da imunidade.
A doença - na verdade uma síndrome - é um conjunto
de sinais e sintomas advindos da queda da taxa dos linfócitos CD4,
células muito importantes na defesa imunológica do organismo.
Quanto mais a doença progride, mais compromete o sistema imunológico
e, conseqüentemente, a capacidade de o portador defender-se de infecções.
Sintomas
Os sintomas iniciais são os mesmos de várias
outras viroses, mas podem variar de acordo com a resposta imunológica
de que cada indivíduo. Os mais comuns são febres constantes,
manchas na pele (sarcoma de Kaposi), calafrios, ínguas, dores de
cabeça, de garganta e dores musculares, que surgem 2 ou 3 semanas
após a infecção.
Nas fases mais avançadas, é comum o aparecimento de doenças
oportunistas como tuberculose, pneumonia, meningite, toxoplasmose, candidíase,
etc.
Diagnóstico
Existe um exame de sangue específico para
o diagnóstico da AIDS, chamado teste Elisa. Em média, ele
começa a registrar que a pessoa está infectada 20 dias após
o contato de risco. Se depois de três meses o resultado for negativo,
não há mais necessidade de repetir o exame, porque não
houve infecção pelo HIV.
Transmissão
O vírus HIV sobrevive em ambiente externo
por apenas alguns minutos e, mesmo assim, sua transmissão depende
do contato com mucosas ou com alguma área ferida do corpo. AIDS
não se transmite por suor, beijo, alicates de unha, lâminas
de barbear, uso de banheiros públicos, picadas de mosquitos ou
qualquer outro meio que não envolva penetração sexual
desprotegida, uso de agulhas ou produtos sangüíneos infectados.
Existe também a possibilidade da transmissão vertical, ou
seja, da mãe infectada para o feto durante a gestação
e o parto (AIDS congênita). Os pesquisadores ainda não sabem
se sexo oral é capaz de transmitir a síndrome. Há,
porém, descrição de pessoas que se infectaram ao
engolir esperma.
Tratamento
Foi só no final de 1995, que o coquetel
de medicamentos pode ser prescrito para os portadores do HIV. A possibilidade
de associar várias drogas diferentes, entre elas o AZT, mudou por
completo o panorama do tratamento da AIDS, que deixou de ser uma moléstia
uniformemente fatal para transformar-se em doença crônica
passível de controle. Hoje, desde que adequadamente tratados, os
HIV-positivos conseguem conviver com o vírus por longos períodos,
talvez até o fim de uma vida bastante longa.
As normas brasileiras e mundiais determinam que não se deve introduzir
o coquetel de medicamentos se as células CD4 estiverem acima de
350. Quando seus valores estão entre 200 e 350, a decisão
de introduzi-lo deve ser tomada caso a caso. Abaixo de 200, ele é
obrigatoriamente indicado para corrigir a deficiência imunológica.
Dentre os efeitos colaterais do coquetel, podemos citar a lipodistrofia,
isto é, a redistribuição da gordura pelo corpo. Ela
diminui muito no rosto, que fica encovado, nos membros superiores, inferiores
e nas nádegas, deixa as veias muito visíveis e há
acúmulo de tecido adiposo no abdômen.
Além de tonturas, diarréia e enjôos, a toxicidade
dos remédios pode provocar danos para o fígado, para os
rins, acentuar o processo de aterosclerose e aumentar o risco de doenças
coronarianas. No entanto, de modo geral, o tratamento é bem tolerado.
Prevenção
O uso da camisinha nas relações
sexuais é a forma mais eficaz de prevenção da AIDS.
Também é de extrema importância usar somente seringas
descartáveis.
Gestantes devem obrigatoriamente fazer o teste de HIV durante o pré-natal.
Se estiverem infectadas, é fundamental iniciar logo o tratamento
a fim de evitar que o vírus seja transmitido para o feto. Hoje,
é perfeitamente possível para uma mulher infectada engravidar
e dar à luz um bebê livre do vírus.
Recomendações
• Use sempre camisinha em todas as relações
sexuais;
• Faça o teste Elisa sempre que houver
qualquer possibilidade de você ter-se infectado. Mulheres devem
realizá-lo antes de engravidar;
• Não considere a AIDS como uma sentença
de morte. Depois do aparecimento do coquetel, ela se transformou numa
doença que pode ser controlada;
• Não desanime diante dos efeitos
adversos de alguns medicamentos que compõem o coquetel. Eles podem
ser contornados com mudanças no esquema ou com o uso de outros
remédios;
-Procure alimentar-se bem e dormir as horas necessárias.
-Não fume nem abuse de bebidas alcoólicas.
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